As águas do rio.
As constantes águas do rio.
A vida que vivo nunca é interrompida. Os relógios param, a vida segue. Por isso decidi viver à beira do rio, onde o tempo não é sentido no caminho dos ponteiros, mas no verde do limo das pedras por onde a água caminha.
Morreria eu sem água, todos morreríamos. Mais além, em tempo, percebi que também morreria sem estas águas: as constantes águas do rio. Como viveria eu sem interrupções se distante estivesse de águas ininterruptas? Vivo aqui, de onde observo o curso da vida, um rio de águas que passam sem parar e que, por isso, também desconhece passagem.
Ouço o fluxo líquido e ritmado, e sinto que tenho em mim um rio a me correr por dentro. Ouço o pulso, esse contínuo movimento de expansão e contração do peito aos capilares. Pois não é apenas um rio que me tem. Tenho eu por dentro uma bacia hidrográfica inteira.
Se às vezes choro, transbordou o rio por dentro. Se o choro vira pranto, além das águas do rio há também as águas da chuva. Se do pranto se ouvem ainda os lamentos, as águas criam estrondo nas pedras e nos trovões. Se os lamentos impelem o corpo ao chão, a força do rio leva tudo em seu leito estendido. E se do chão me ergo, ao fim, as águas, de tão vivas, concedem vida àqueles que elas matam.
Eis o rio que corre à beira de minha vida.
Eis as águas nas quais me banho, com as quais mato minha sede.
Eis as águas onde me afogo, as águas que me bebem.
Eis o rio por cujas margens caminho, por cujo caminho sei que um dia desaguarei.


“O My servants! My holy, My divinely ordained Revelation may be likened unto an ocean in whose depths are concealed innumerable pearls of great price, of surpassing luster. It is the duty of every seeker to bestir himself and strive to attain the shores of this ocean, so that he may, in proportion to the eagerness of his search and the efforts he hath exerted, partake of such benefits as have been pre-ordained in God’s irrevocable and hidden Tablets.” (Baha’u'llah, Gleanings from the Writings of Baha’u'llah, p. 326)
hope my river runs till deliver my heart into that ocean… thank you my dear. and thank Google Translate.
raramente nos lembramos que na morte se renasce.