Eis-me, pois, com meus olhos erguidos para o Trono
que brilha com os esplendores da luz do Teu Semblante.
> Bahá’u'lláh
Durante os nove dias em que eu e outras centenas de pessoas de 44 países fomos recebidos como peregrinos é certo que milhares de fotografias foram feitas ao redor dos Santuários, nos lugares relacionados à história religiosa, nos centros administrativos e nos jardins que envolvem todos esses ambientes. Apresento eu as minhas 250. Antes, porém, faço uma pausa para uma ponderação que julgo importante:
Essas fotografias são, em sua grande maioria, registros de detalhes, pequenos ou grandes, do que meus olhos viram quando estiveram “erguidos para o Trono”. Não são, portanto, e nunca poderão ser, uma narrativa ou descrição visual do ato de peregrinar. Por mais imagens que se gravem desses lugares – deixo aqui meu testemunho pessoal – não há como registrar de nenhuma maneira, senão com o coração, o que se vê durante. Entretanto, a beleza da face física aqui registrada pode bem aludir em paralelo à face da beleza espiritual que está impregnada nesses lugares. Faço votos, assim, que se porventura essas imagens gere encantamento, possam também incentivar os olhos interiores a verem a beleza que os exteriores jamais poderão contemplar.
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Set 5, 7 imagens – Descanso eterno
Sequência de registros dos túmulos de familiares de Bahá’u'lláh.
Set 6, 74 imagens – Jardins
Sequência de registros do paisagismo dos lugares sagrados.
Set 7, 7 imagens – As águias do Guardião
Sequência de registros de ornamentos dos lugares sagrados.
Set 8, 8 imagens – Luzes
Sequência de registros da iluminação dos lugares sagrados.
Set 11, 3 imagens – Templo
Sequência de registros do terreno do futuro templo de Haifa, Israel.
Set 13, 8 imagens – Preceitos
Sequência de registros de quadros com princípios fundamentais da Fé.
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Sem que me sentisse à vontade para me fotografar nos lugares sagrados, tive naturalmente o impulso de fazê-lo quando me deparei com um lugar, em específico. Peço, então, ajuda de Rúhíyyih Khanum, que em seu A Pérola Inapreciável, a mais completa narrativa sobre a vida do Guardião, Shoghi Effendi, explica que lugar é esse:
“[Ele] tinha um impecável senso de proporção (…) É a combinação desse senso de proporção e uma originalidade não obstruída pela tradição, ou por demasiada informação, que faziam de seus jardins algo tão fora do comum, tão fascinantes e belos (…) Em parte alguma isso era mais evidente do que naquilo que ele desenvolveu no terreno em volta do Santuário de Bahá’u'lláh em Bahjí. Segundo seu plano original, o Sagrado Túmulo e a Mansão adjacente formariam o eixo de uma grande roda (…) em 1952, ele começou a nivelar a parte da mata que constituía cerca de um quarto de um enorme círculo defronte ao Santuário. Um trator foi alugado e, por muitos dias, Shoghi Effendi permaneceu em Bahjí a fim de dirigir pessoalmente o trabalho.
“Dentro do perímetro das operações havia uma pequena casa, de um quarto, em ruínas, e Shoghi Effendi, ansioso por obter alguma perspectiva no terreno, subiu sobre essa casa. Dessa altura, notou tanta diferença que mandou reformar as paredes e o telhado, e construir por fora uma escada de madeira conduzindo ao telhado; mobiliou então seu interior e usou-a como escritório e um local para tratar de sua correspondência. Observando e dirigindo o trabalho desse novo e avantajado ponto, obteve uma perspectiva inteiramente nova da propriedade do Santuário…
“Embora goste de expressões de apreciação a respeito da beleza dos Jardins e Santuários e seu planejamento, o Guardião parecia evitar elogios pessoais ou agradecimentos por qualquer coisa…”
Foi por minha irrefreável admiração por Shoghi Effendi e ciente do que esse pequeno quarto representou nos bastidores da vultuosa beleza dAquele Lugar Sagrado, que achei apropriado deixar em sua parede o único registro de minha estada em suas cercanias. Ao me encontrar com essa janela, eu o imaginei vendo através dela aquilo que é invisível aos olhos dos homens. Imaginei essa visão verdadeiramente solitária, e dos meus cegos olhos caíram lágrimas. Chorei eu por ele. E chorei por mim.
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Preciso, em tempo, agradecer com carinho a Sobhan Daliry, com o iPhone de quem pude fazer esses registros.



Obrigada, Sobhan, muito obrigada!
É tudo o que posso dizer neste momento.
Maravilhoso!!! Obrigado, Sobhan, obrigado André. Sintam-se ternamente abraçados.
Dear Andre, THANK YOU for those wonderful pictures. It brings back incredible memories, many joys, and a few tears.